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Em 1934 a Alemanha Nazi proclamava-se, diante do mundo, como “pacifista”

No âmbito da investigação realizada para a curta-metragem "Poesia de Segunda Poesia", junto a um artigo intitulado “Os prémios dos concursos do secretariado da Propaganda Nacional", encontrámos um outro muito curioso referente à politica internacional da época.

“NOVA YORK, 31 – A revista ‘The Fórum” publica um artigo do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão sobre a politica externa do Reich. Diz von Neurath: ‘Infelizmente, o mundo civilizado não encara a transformação do Reich como ela merece. A evolução nacional socialista representa uma mudança radical da sua vida nacional, nos seus aspectos sociais, económicos e culturais. A vontade de Hitler é que a nova construção se desenvolva, no futuro firme e inquebrantavelmente. É uma obra gigantesca, no meio do caos do ‘apré guerre’. É uma ressurreição, cujo alcance não muito tarde se avaliará, nos seus efeitos mundiais. O ‘Fuehrer’ quere que esta reconstrução se faça sob o signo da paz e da mais estreita amizade com todos os povos. Isto é a melhor resposta aos mal intencionados que teimam em envenenar as intenções da Alemanha, procurando fazer crer que elas são agressivas’”.

“A Alemanha e a sua política externa no momento actual”, Diário de Lisboa (31-12-1934), p. 16.

Nas imagens: a saudação à romana, em cima feita por Hitler, em baixo por Salazar


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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O lendário “não-encontro” entre Cecília Meireles e Fernando Pessoa numa noite lisboeta de 1934

“Fato é que Cecília quis conhecer Pessoa e um encontro foi marcado, provavelmente no café A Brasileira, no Chiado. Pessoa não apareceu. Após duas horas de espera, o marido achou melhor desistir. No livro Cecília em Portugal, Leila Gouvêa imagina o seguinte diálogo entre o casal:
Vamos, Cecília, ele não virá! – Podemos aguardar um pouco mais, quem sabe ocorreu um imprevisto... – Não, é perda de tempo. Eu o conheço bem. Se não veio até agora, não vem mais.[…] Muito já se especulou sobre as razões de Pessoa. Prosperou a versão pouco fiável de que a principal delas era de ordem transcendental: os astros o teriam dissuadido de comparecer ao encontro. Heitor Grilo, o segundo marido de Cecília, teria difundido essa história depois da morte dela em 1964. A própria Cecília não contribuiu muito para esclarecer o episódio. Apenas, numa carta a Armando Cortes Rodrigues, escreveu em 1944: ‘Como lamento não o ter conhecido!’ E, mais tarde, numa crônica, dirigiu-se ao próprio Pessoa nestes termos: ‘M…