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Linda Hutcheon and the concept of historiographic metafiction

"Historiographic metafiction, like both historical fiction and narrative history, cannot avoid dealing with the problem of the status of their “facts” and of the nature of their evidence, their documents. And, obviously, the related issue is that of how those documentary sources are deployed: can they be objectively, neutrally related? Or does interpretation inevitably enter with narrativization?

The epistemological question of how we know the past joins the ontological one of the status of the traces of that past. Needless to say, the postmodern raising of these questions offers few answers, but this provisionality does not result in some sort of historical relativism or presentism. It rejects projecting present beliefs and standards onto the past and asserts, in strong terms, the specificity and particularity of the individual past event. Nevertheless, it also realizes that we are epistemologically limited in our ability to know that past, since we are both spectators of and actors in the historical process."

HUTCHEON, Linda, “Poetics of Postmodernism”, New York, Routledge - Taylor&Francis Group, 2004, p. 122

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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.