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February 1935 - Pessoa and the New State


"In February 1935, he watched growing Salazarist authoritarianism reveal its tendency to regiment intellectuals and meddle in literature and artistic production (the 'Politica do Espirito' ['Politics of Spirit'] to which we will return later) and to become a serious threat to the atmosphere of freedom that intelligentsias need to survive. Pessoa's reaction was one of profound displeasure as it went against what he had always believed in. Criticisms and doctrinal objections to the regime, that had previously been more or less contained, began to pour out in nearly everything he wrote in 1935, from political commentary to letters and poems. He was tremendously pessimistic about Portugal in the last months of his life. This state of mind is manifest in the poem Elegia na Sombra (2 June), which some people have called the 'Anti-Mensagem'. Sickness and death (30 November) brought to a sudden end his literary and essay-writing activities, which opposed the regime and had promised to grow more vigorous."

Barreto, José, Salazar and the New State in the writings of Fernando Pessoa. Link to full critical essay.

Foto de Luís Vaz (Cortesia Casa Fernando Pessoa)

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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.