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“Poesia de Segunda Categoria”. Primeiro dia de rodagem: cena da casa de banho do hotel


O casal Cecília Meireles e Fernando Correia Dias, na casa de banho do hotel, horas antes da cerimónia de entrega dos prémios dos Prémios Literários de 1934 atribuídos pelo SPN.
Na imagem, da esquerda para a direita: Diana Costa e Silva (Cecília Meireles, maquilhando-se diante do espelho), Susana Pinto (perche), André Cardoso (fotografia da curta-metragem), Bruno Marques (iluminação) e Pedro Lacerda (Fernando Correia Dias, em grande plano, segurando no jornal).
Cena gravada em 27 de Outubro no Hotel Altis Avenida. Fotografia tirada pelo realizador, Luís Vaz.

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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.