Avançar para o conteúdo principal

Salazar's Speech



One of the most sensitive scenes of the film "Second Rate Poetry" is the moment when Salazar pronounces his speech at the first literary prizes ceremony awarded by the Secretariat of National Propaganda (S.P.N. - Secretariado de Propaganda Nacional) in February 1935.

The authoritarianism and rigidity of this speech are visually translated into the scene through a static frame and a constant low camera angle. The opulence and grandeur of the set, the high incidence of different sources of light, the imperial roman salute made by an audience full of distinguished people, gave the dictator the centrality of the ceremony, emphasizing his condition of leader.

To know more about the theme and ideas of the Salazar speech, there is an essay by José Barreto that provides a clear perspective and interesting over the subject.


Image: Frame of the short-film "Second Rate Poetry".

Mensagens populares deste blogue

Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.