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Literatura e Cinema - Interligações entre Diferentes Artes

O Festival Caminhos do Cinema Português deste ano teve o mérito de organizar diversas sessões de debates, designadas no programa como "Master sessions", e que foram articuladas com os temas de alguns dos filmes em competição. Após a última sessão do dia 16 de Novembro, seguiu-se um debate sob o tema: “Master session - Literatura e Cinema - Interligações entre Diferentes Artes”, que contou com a presença dos realizadores Vicente Alves do Ó  e Luís Santo Vaz. O painel do debate contava ainda com Tito Couto, António Apolinário, Tiago R. Santos e Luís Miguel Rocha. Foi uma excelente oportunidade para aflorar a profunda temática das relações entre a palavra literária e imagem cinematográfica, (a propósito deste assunto ver aqui) e também para esclarecer alguns aspectos dos filmes exibidos na sessão que antecedeu o debate.

Fotografia de Tiago Santos / Festival Caminhos do Cinema Português 2012

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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.