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Ensaio - Contra o nevoeiro / Paper - Against fog





No âmbito da 4ª edição da Conferência Internacional de Cinema - AVANCA | CINEMA 2013, foi apresentado no dia 26 de Julho deste ano o ensaio Contra o Nevoeiro, baseado nas relações entre Fernando Pessoa e o Estado Novo, e também no trabalho de rescrita do argumento da curta-metragem Poesia de segunda categoria. Para os interessados, o ensaio encontra-se disponível aqui.

Against Fog is an academic paper, presented at AVANCA | CINEMA 2013 - International Conference Cinema on this year's July 26. The paper is based on the relationships between Fernando Pessoa and the New State Portuguese authoritarian regime of 1930, and also on the rewriting of the fiction short film Second rate Poetry. To those interested in reading the paper, it is available here.


(Image by Luís Santo Vaz, IC16 highway, 2013)




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Uma análise de um poema da Mensagem

Entre os estudos mais interessantes (e importantes) recentemente publicados sobre a Mensagem de Fernando Pessoa, encontra-se o livro de Nuno Hipólito que leva o sugestivo título de “As Mensagens da Mensagem”, publicado originalmente em 2007. 
Tal como o autor explica no seu blog Um Fernando Pessoa, em razão do livro se encontrar actualmente esgotado nas livrarias, Hipólito decidiu disponibilizá-lo online, em PDF gratuito, numa versão actualizada.

A critica literária de Fernando Pessoa sobre a “Romaria”: elogio ou ironia?

A opinião de Fernando Pessoa sobre a obra e a figura de Vasco Reis não é pacífica. O autor da Mensagem escreveu mesmo sobre A Romaria, livro que tinha ficado à frente daquele no concurso do SPN de 1934. Mas enquanto que no website "Um Fernando Pessoa" se refere que esta “crítica, honesta e subtil, parece prova evidente de que [Pessoa] não guardara rancores do prémio que lhe fora a ele mesmo concedido”, já José Blanco, num ensaio intitulado “A verdade sobre a Mensagem” aponta para o sentido oposto:

O “sebastianismo racional” de Fernando Pessoa não é um paradoxo mas antes um cinismo pragmático.

"[...] como conciliou Pessoa o racionalismo livre-pensador da sua formação com a inclinação para as inúmeras doutrinas e práticas ocultistas que cultivou ou pelas quais se interessou? Uma tentação seria a de responder, simplesmente que Pessoa, com as suas personalidades múltiplas, era contraditório, paradoxal, que conviviam nele sem problema estas e outras antinomias.